Professor Nativo x Não-Nativo: Qual a Diferença?

O que é um bom professor?

 

Esta pergunta pode ter diferente respostas, porém há duas premissas que se pode levar como verdade neste contexto: a de que um bom professor influencia tanto a aprendizagem, quanto o sucesso profissional de alguém. E de que não se nasce um bom professor, torna-se um.

Portanto, é razoável admitir que o professor é fator imprescindível em uma escola ou curso. No ensino de línguas, essa importância se torna ainda mais evidente.

Linguagem é comportamento humano, e habilidade sobre uma língua depende de prática no convívio e no contato pessoal com quem fala esta língua com naturalidade e desenvoltura.

A fundação britânica Sutton Trust realizou um estudo chamado “What Makes Great Teaching”, em parceria com o professor Rob Coe e a Universidade de Durham, no Reino Unido. A pesquisa alega que muitas práticas comuns de ensino podem ser prejudiciais ao aprendizado e não tem nenhum embasamento científico. São alguns exemplos: elogios exagerados, formar grupos de estudantes por habilidade e deixar o aluno procurar por ideias chave em relação a língua – como alguma tradução, por exemplo – sem indicar o caminho certo.

Por outro lado, o estudo também indica alguns exemplos bons que já provaram ser eficazes, como por exemplo: desafiar os estudantes a identificarem a razão pela qual uma atividade está sendo proposta na aula ou realizar um grande número de perguntas e checar a resposta de todos os alunos (aulas particulares versus aulas em grupo, conteúdo que vai estar no blog muito em breve!).

Em suma, o estudo indica dois fatores que podem aprimorar o desempenho do aluno, fundamentados por provas de que realmente são eficazes.

  • Conhecimento sobre o conteúdo: professores que possuem forte compreensão sobre o assunto proposto em aula, conseguem impactar o aluno. É de grande importância também que o professor entenda o que o aluno pensa sobre determinado assunto, a fim de identificar possíveis equívocos.
  • Qualidade da instrução: isso engloba práticas específicas, como revisões de conteúdos já passados, dar tempo suficiente para que as habilidades linguísticas sejam incorporadas pelo aluno e introduzir novos métodos de aprendizagem.

fonte: www.news.expats.cz

 

Nativo x Não-Nativo

 

No ensino de línguas, em específico, a discussão referente ao professor ser nativo ou não, é bem significativa.

Os termos “nativo” e “não-nativo” são um pouco gerais e, consequentemente, não precisos. Duas possíveis definições: nativo é aquele indivíduo que possui um bom grau de instrução em seu país de origem e um domínio limitado da língua materna do aluno. O não-nativo é aquele que possui plena funcionalidade na língua-alvo, porém com limitações e perceptíveis desvios de pronúncia e idiomáticos, além de possuir valores culturais pertencentes ao seu país de origem.

O professor não-nativo provavelmente irá agir como transmissor de conhecimento, com tendência a transmitir suas experiências ao longo de seu aprendizado e suas conclusões a respeito. Será mais analítico, mostrando os contrastes entre os idiomas e explicando o porquê dos desvios do aluno. Ele é o mais indicado para alunos iniciantes.

Já o professor nativo vai preferir apenas usar suas habilidades pessoais para construir um relacionamento com o aprendiz, trazendo sua maneira de falar, de pensar e de ser, uma vez que ele não tem pleno domínio sobre a língua e a cultura do aprendiz. Tentará se adaptar à expectativa do aprendiz, trazendo temas gramaticais, culturais, ou gerais, simplesmente explorando os laços de amizade no grupo do qual participa. Será um transmissor da língua e um agente cultural, e se sentirá bem num programa que lhe dê liberdade de improvisar. Ele é o mais indicado para um aluno de nível mais avançado, que queira praticar a conversação.

Um bom equilíbrio entre os dois tipos de professores é o ideal para o aprendizado de línguas estrangeiras. Na Auding contamos com professores de diversas nacionalidades e dinâmicas de ensino pois entendemos que cada aluno é único e exige uma aprendizagem diferenciada.

 

escrito por Larissa Torres______________________________________________________

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