A língua inglesa e seus diferentes sotaques

Por 29 de julho de 2016Auding Idiomas, Inglês

A língua é um organismo vivo. Variações na pronúncia, no vocabulário e na gramática fazem parte do processo dinâmico que constrói aquilo que falamos rotineiramente. No Brasil, inúmeros são os sotaques que encontramos: o carioca e o chiado, o paulista e suas gírias, o delicioso sotaque nordestino e o falar ‘cantado’ do mineiro são somente alguns dos elementos que compõem esse belo e diversificado mosaico da língua portuguesa. É assim em todas as línguas, então por que seria diferente com o Inglês? Sendo o idioma materno de mais de 60 países, variações no sotaque e na gramática fazem parte da sua constituição, tornando seu aprendizado uma experiência tanto enriquecedora quanto desafiadora para aqueles que estão engajados nesse processo.

O sotaque do norte-americano acaba sendo considerado o padrão ou o mais fácil de se entender, talvez em decorrência da forte influência da cultura americana aqui no Brasil ou da relativa proximidade geográfica entre ambos. Os sons mais abertos e a letra “t” que soa como “r” (parrrrrrtyy!) dão o tom do “americanês”, além de haverem palavras que assumem significados completamente diferentes quando utilizadas para se comunicar com um norte-americano, como por exemplo, usar “fall” e não “autumn” para caracterizar o outono.

Língua Inglesa com Diferentes Sotaques

Fonte: accentpros.com

Porém não devemos cair em uma generalização. Tal sotaque, comumente associado ao americano por ser utilizado no cinema, televisão e em grande parte das músicas e marcas atuais, é somente um de uma infinidade de variações na fala da língua inglesa dentro do próprio Estados Unidos. Conhecido como GenAm (General American), o “americano comum”, similar ao que geralmente se aprende nos cursos de inglês aqui no Brasil, tem suas origens em Ohio, na região que compõe o “cinturão da ferrugem” e se generalizou em decorrência de as primeiras rádios terem sido criadas nessa localidade. O GenAm, diferente do que muitos pensam, não é homogêneo e forma junto com os sotaques do Texas, do sul da Califórnia, das comunidades latinas e orientais um cenário pluralizado para se comunicar no inglês (e ainda estamos falando somente dos Estados Unidos).

Já o acento britânico, apesar de não utilizar tantas palavras do “old english” quanto o inglês americano, é muitas vezes atrelado a um aspecto mais formal e educado. Na terra da rainha, a fala é marcada pela forte pronúncia da consoante “t” e palavras que terminam com “er” soam como “a” ,de forma que palavras como “mother” são faladas como “mothÁ”. Assistir filmes e séries britânicos, como Downtown Abbey, Harry Potter e o recente MacBeth, cujas falas foram todas  escritas em inglês arcaico, é uma boa forma de apurar os ouvidos para essa variação que acaba não sendo tão acessível quanto a norte-americana.  Mas assim como os EUA, o Reino Unido também possui variações na fala dentro do seu território de forma que o padrão utilizado por rádios e canais de televisão, como a BBC, conhecido como “Pronúncia Recebida” não é homogêneo.

Diferenças do Inglês Britânico para Inglês Americano

Algumas diferenças ortográficas no inglês britânico x inglês americano

Na Austrália a história é um pouco diferente. Apesar de ter sido colonizada pelos britânicos o processo de formação da língua inglesa no país sofreu forte influência de fluxos de imigrantes e dos povos locais que habitavam o país antes da colonização, sendo já em 1820 reconhecido como diferente do inglês britânico.  A palavra “kangaroo” , por exemplo, é fruto dessa grande mistura linguística. Quanto a fonética, as palavras no inglês australiano são faladas de forma mais anasalada e em algumas delas a sonoridade do “ei” é falada como “ai”. Dessa forma um australiano diria para você “see you mondAI” ou “see you yesterdDAI”. Porém quanto à ortografia o “aussie english” é bastante similar ao britânico mas caso você tenha alguma dúvida pode sempre recorrer ao “Macquarie Dictionary”, o dicionário oficial do inglês australiano.

Eles também são conhecidos por não pronunciarem todas as letras das palavras, principalmente no início e no fim, o que faz com que acabem sendo estereotipados como preguiçosos. Assim como nos Estados Unidos as gírias permeiam a fala diária do pessoal de down under, “bikkie” (biscoitos), “gday”(bom dia) e “ambo” (ambulância) são algumas dessas expressões que desafiam até mesmo o mais avançado dos estudantes aqui no Brasil. Porém ao tentar emular o modo de falar do australiano devemos ter cuidado para não cair em simplificações e estereótipos (é sempre bom lembrar que os australianos não falam como o Crocodilo Dundee). Esse modelo de falar que muitas vezes é reproduzido como se fosse o “proper australian” é conhecido como “bogan”, palavra que descrever  alguém  que não faz nada da vida além de beber.

Os Diferentes Sotaques da Língua Inglesa

Crocodile Dundee, famoso filme de comédia de 1986. Fonte: webzy.net

Percebemos assim que, aprender e compreender a língua inglesa não é algo que ocorre do dia para noite. Experimentar diferentes sotaques e culturas é uma experiência enriquecedora, tanto para seu desenvolvimento linguístico quanto pessoal e é possível desenvolver essa habilidade sem necessariamente arcar com os custos de uma viagem. Aqui na Auding nossos alunos têm a possibilidade de vivenciar um cenário internacional através da escolha de professores de diferentes nacionalidades, desenvolvendo assim sua compreensão e expressão oral. Isso permite conhecer não somente novas variações linguísticas, mas também práticas culturais e sociais de cada indivíduo.

Lembre-se que conhecimento é tudo e ninguém poderá tirar isso de você. 

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